27 Setembro, 2009

Crônicas Noturnas do Amor Abstrato

Uma Candanga na Cidade do Caos

Parecia que o gosto tão esperado naquelas duas décadas encontrara abrigo no silêncio. Uma noite de agosto veio provar o contrário, colocando em risco toda aquela quietude.

Uma noite na Augusta sem dinheiro e barba por fazer caracterizam muitos perdidos em uma noite suja, mas o Bixiga nos reservava serenidade e emoções a despertar enquanto a consolação fazia juz ao seu nome.

Bêbados, ou quase, relembramos a inesperada surpresa de duas noites anteriores: a noite da dúvida e lábios tocando-se, de bebedeira e desconhecimento, de dança e sensualidade, a noite de julho, enfim, a fatídica noite da paixão. Porém não é dela que falaremos.

O Amor Abstrato não está nas sensações táteis do cérebro. Voltando à noite de agosto, as moedas e icebergs nos fizeram rir mais do que o desconforto de sermos os diferentes no bar. A Consolação nos prega peças. Faz-me rir...

Só de volta ao Bixiga, com aqueles trocados sujos esperando serem gastos em outro sujo hotel, mas o que prevaleceu foi o carinho que pelas diversas horas entre pensamentos da alma e enumerações de "programadoras" ou os mesmos normais do bar, encontramos nosso amor.

Fiquei pensando se mudaria algo termos gasto aqueles trocados...
Acho que sim...
No mínimo ficaríamos sem passagens.


Dance