27 Setembro, 2009

Dejotagens por aí...

Sexta e Sábado (25 e 26 de setembro de 2009) foram dois dias quase exclusivamente para as discotecagens. Em um contexto universitário, de música eletrônica, toquei ao lado dos DJs Felipe Mello, Shabah, Thiago Alles e Ronaldinho (97 fm). Já no dia 26, em uma transmissão, junto com o VJ Pixel e Andressa Vianna, como parte de um projeto chamado ByPass2010, para o evento Abandon Normal Devices, AND, que está acontecendo (entre outros lugares) na Foundation for Art and Creative Technology, FACT, em Liverpool, Reino Unido. Nesse contexto tecnológico o som foi mais específico, referente às respectivas culturas abordadas, como a brasileira (principalmente), latino americanas, européia, indiana e árabe.

Os projetos continuam e eu também. Vemo-nos por aí...


Crônicas Noturnas do Amor Abstrato

Uma Candanga na Cidade do Caos

Parecia que o gosto tão esperado naquelas duas décadas encontrara abrigo no silêncio. Uma noite de agosto veio provar o contrário, colocando em risco toda aquela quietude.

Uma noite na Augusta sem dinheiro e barba por fazer caracterizam muitos perdidos em uma noite suja, mas o Bixiga nos reservava serenidade e emoções a despertar enquanto a consolação fazia juz ao seu nome.

Bêbados, ou quase, relembramos a inesperada surpresa de duas noites anteriores: a noite da dúvida e lábios tocando-se, de bebedeira e desconhecimento, de dança e sensualidade, a noite de julho, enfim, a fatídica noite da paixão. Porém não é dela que falaremos.

O Amor Abstrato não está nas sensações táteis do cérebro. Voltando à noite de agosto, as moedas e icebergs nos fizeram rir mais do que o desconforto de sermos os diferentes no bar. A Consolação nos prega peças. Faz-me rir...

Só de volta ao Bixiga, com aqueles trocados sujos esperando serem gastos em outro sujo hotel, mas o que prevaleceu foi o carinho que pelas diversas horas entre pensamentos da alma e enumerações de "programadoras" ou os mesmos normais do bar, encontramos nosso amor.

Fiquei pensando se mudaria algo termos gasto aqueles trocados...
Acho que sim...
No mínimo ficaríamos sem passagens.


Dance


30 Junho, 2009

De Batuqueiro para Batuqueira

Já que passou da meia noite, e eu pude me fingir de besta para você e para mim mesmo (afinal continuo a trabalhar), devo parabenizar algo nosso, nos agraciar com uma conquista completamente inédita na vida deste escritor inexperiente.

As coisas não acontecem puramente pelo acaso. Coincidência, será? Dia 30 de Julho foi o primeiro dia em que nosso lábios se encontraram. Hoje, dia 30 de junho, nossos lábios estão a tantos quilômetros de distância que este fato isolado entristece. O que me deixa feliz é saber que dia 30 de Janeiro de 2009, foi o nosso primeiro dia como namorados. O que me deixa mais feliz ainda é que dia 30 de Junho de 2009, hoje, como eu ja disse, completamos 5 meses de namoro. Não 3, nem 4, como de costume, mas 5. Porque não pensar que estamos enroscados por mais ou menos 11 meses? Não está errado, o dia continua o mesmo.

Continuo tranquilo sabendo que quero ficar com você não só por estar tão longe aos quilômetros, mas por estar perto aqui dentro de mim. Me impacienta somente a física distância.
Um beijo, meu amor. Parabéns para nós.


De Batuqueiro para Batuqueira

22 Abril, 2009

Fragmentos em Cachos

Há muito tempo que escrevo aos poucos. Até agora soava como uma confissão secreta, um recanto de palavras carregadas de história, energia, sentimento, comtenplação, musicalidade e origem. Contavam através de uma moça o sabor do acarajé, a percepção da imagem, o toque despreocupado, heranças iurubás: Uma colheita cheia. Porém, iso não é tudo. tudo não é iso.

O descabido não mensura a diferença, seja qual for. A distância, a tradição, e inclusive os pensamentos. Não é possível medir o que nasce e cresce sem concessões e alianças, salvo se a regra do ano-luz fosse aplicada. Que outra referência menos material poderia ser apropriada? Um ano já é carregado de referências e estabelecido por cada ser e cada homem de acordo com sua necessidade ou cultura; a velocidade jamais será mensurada aos nossos olhos, nus, egoístas, limitados, parciais, humanos. A sensação do intocável, a imagem invisível, o cheiro inodoro, o sabor do ar e a musicalidade do silêncio. Implausível inexistente, crível co-existente, desistente, relutante.

Explicar o inexplicável pra si mesmo pode ser lúdico, desafio ou grito de socorro. Devemos começar pelo começo. Sim. Bom dia, igualmente. A metafísica possível pode ser reservada aos domingos. Impossível é não compreender a primeira forte impressão de tudo isso. Sensorial, obviamente. Quem se desencanta com o sexo desse jeito? Alguma coisa não estava certa. Acho que escolhi a hora certa pra descobrir o quanto o cerrado tem a ensinar. Ora, não somos protecionistas, eu não sou, ela muito menos. Adoraria visitar e discernir as araucárias do sul, o forte Alogoas e quem sabe ver de perto a bandeira do Mato Grosso do Sul. Porém, tenho um objetivo, uma finalidade. Dizer a mim mesmo e pra mais ninguém [até hoje] o quanto Brasília e uma brasiliense do Cruzeiro Velho me acolheram. Mas como divago. Jurava que a algumas linhas acima estava falando das primeiras impressões. Eu devo avisar-me que qualquer referência ao plural se dará a minha pessoa que, na verdade são três - Não é o espírito santo e sim, quem eu sou, quem eu fui e quem serei. Talvez exista variações: ID, EGO e SUPEREGO; Iso, André e Jaca. Menos incerteza pois é claro que sou essa pluralidade toda de ser ninguém e todo o mundo em só um. Sensorial, sensorial. O que é sensorial nunca lhe foge a memória. Isso vai do choque de parque, cientificamente conhecido como chocus ibrapuerium, a pintura de parede e cabelo. É claro que por entre essas, entre Torto, Luziânia, Riacho Grande e Osasco, temos delícias variadas. Cerrado ou Selva, gastrocnemicamente falando seria uma guerra injusta, brutalmente vencida pelo DF e seu Acarajé da Torre. Resumindo, veio tudo misturar meu corpo e alma no liquidificador e temperar delicada e respeitosamente.

Possivelmente você já teve acesso a uma chave. Pois é, se eu já tive, você e mais meus nove vocês tiveram também. Normalmente ela vem com um jogo - duas chaves para cada fechadura. A partir daí cada um faz a sua cópia. Alguns, não idiotas, mas desatenciosos, providos de muita preguiça, acabam não fazendo as cópias necessárias. Uma cópia de alguém atencioso acaba sendo necessária mais tarde. Acontece que existe um ditado por aí que diz: "quem perde uma chave encontra uma porta fechada". Será? Preciso melhorar: "quem perde uma chave não encontra uma porta aberta". Nesse caso não está incorreto, porém se analisarmos podemos perceber que uma porta não aberta não significa fechada, trancada, impedida. Possibilita a busca de uma maneira de entrar através desse universo. Talvez não pela porta, ou não pela fechadura. Acaba ganhando uma porta como um caminho, uma guia, uma origem de vontade para conhecer essa recém chegada, dando uma força e capacidade de encontrar um meio para chegar e adentrar ao universo que esta oculta. Assim, posso interpretar o ditado como: "quem perde uma chave, ganha outra". Isso só vale para chaves perdidas no dia 31 de Julho de 2008. Com essa pesquisa caímos em outra teoria dos sistemas financeiros e consequentemente em outro ditado: "quem perde uma chave do molho embolado, tem o cartão cancelado". Cientificamente comprovado.

Saudade não tem hora pra doer. As vezes dá aquele gostinho de vontade de desejo de se jogar num poço de alguma coisa que te gele, queime, frite, suje o bastante para se esquecer. Difícil se esquecer de beijos tão gostosos dados de maneira tão verdadeira. Incontestável é nossa entrega. Prefiro chorar sozinho. Sou sozinho. Acho que isso não muda mais o que mudou. Custa escrever o que passou de quem pra quem pra resultar no quê. Basta saber que assim estou e não preciso me relembrar do que em momentos me atormenta a extremos, me causa arrependimentos, explosões de ira masculina - daquelas deveras infundamentadas para as mulheres. Para os homens, igual aqueles elogios fúteis e mentirosos tecidos aleatoriamente. Mal sabem elas do que os homens fazem para agradar suas parceiras fazendo coisas contra a natureza biológica. Acontece que esse desabafo pouco tem a ver com esse processo todo. Arrependimento? Talvez nenhum. Fico triste de saber que eu não sou quem ela parece esperar. Ainda é cedo para ter certeza mas as minha intuições são muito boas, as mulheres que me perdoem. Digo-me para me lembrar. Me inebria essa mulher como outra não o fez há tanto tempo. Confesso que estou um pouco perdido. Estou mesmo gostando dela.

Que sofrimento. Acho que eu não consigo mentir. Isso sempre foi uma qualidade. Não é nada louvável, uma virtude, mas me é últil nas representações, na comunicação e pra tirar com a cara de todo mundo. Não criei a toa um programa chamado "O Mentiroso". Não posso simplesmente dizer que não beijei a menina. Ela me beijou. Sim, me beijou. Tem gente que diz que selinho não é beijo mas ele representa alguma coisa pelo menos pra quem dá. Ela me deu e por mais que tenha sido por uma fração de segundo, eu senti que poderia ter sido mais ágil pois tudo que eu consegui fazer foi ficar calado e pensar em você, em como você longe não muda o fato de não estarmos namorando, eu saber que tenho liberdade pra fazer o que quiser (você também) mas, eu não quero. Por um simples motivo, eu estou apaixonado. Eu achei difícil mas escrevendo tive certeza. Penso que existe uma fenda atemporal que abre na minha mente com diversas recordações gostosas de nós dois durante apenas um segundo que a ponta da caneta leva para molhar o papel com tinta.

Faz um tempo que venho escrevendo e você já sabe, só nunca leu. Deve achar tudo mentira. Bom, não me importo, acho que se você confia em mim, confia. Porém, se um dia você ler vai parecer fraqueza não é mesmo? Puta merda, até parece que estou lhe enviando cartas. Voltarei a falar comigo mesmo. Mas antes, só um recado: NUNCA lhe darei minhas senhas de internet, banco e etc. (nunca diga nunca né, fracote?)

Quem diria que seria tão difícil arranjar um tempo pra escrever com você morando comigo? Eu, como vagabundo nato, e você como vítima da fatalidade de ser temporariamente desprovida de teto, somos passíveis a vida de casado, que tanto intriga, brota e morre nos casais desse planeta. Sei que muita coisa que tem acontecido é fruto da sua insatisfação morando aqui. Tento convencer-lhe que não incomoda pois é a verdade. É verdade também que a rotina mudou. Meus irmãos terão prisão de ventre logo logo. Já eu não sei dizer se fico mais ou menos pelado, para tomar banho, enfim.

Essa é a primeira vez que escrevo depois de sua mudança tão árdua e extensa. Sinto mesmo que não sou o cara que vocÊ criou através de expectativas. Existe uma vontade sincera de te acompanhar pois eu sei que vale a pena pelo tanto que eu gosto de você e você de mim. Mas não se incomode, as pessoas são diferentes mesmo. Acho que algumas atitudes provém de momentos de sensibilidade como os que você passou enquanto esteve em casa. Acredito também que aprendi a te aceitar, ainda tenho muito o que aprender, mas acho que você nem tanto. Apesar de tudo eu quero ser melhor e acho que essa nova rotina nossa vai nos fazer bem. Parecia que você não tinha mais a mínima saudade de mim. Bom Dia, Boa Noite. Mas que relacionamento não é assim? Entendimento, as coisas caminham pra melhor sempre que exista sentimento de ambos. Eu amo você. Eu amo você. Não se acanha não? Eu não sou de falar.

Você viajou. Por um lado eu não sei o que eu faço. Ando meio perdido. Não sei se tudo o que lhe parece é verdade. Mas ambos estamos sem dinheiro, meio desorientados e sensíveis. Precisamos muito um do outro. Precisamos muito de um abraço, um beijo. Mas fico um pouco triste que em toda vez que conversamos no telefone e msn você sempre parece chateada comigo, parece se incomodar por eu não dizer eu amo você como um tchau ao final da ligação. Eu não sei, estou sendo um bocado insensível esses dias. Tenho tentado ser outro, melhorar. Ser outro, que não eu. Peço perdão pois namoro de verdade esse é meu primeiro. Estou experimentando tudo agora. Tudo é muito novo e diferente para mim. Acho que aprendi um bocado imensurável. Gosto o que não pode ser medido. Só não sei agora se a distância que pode abalar é que eu posso ou não medir.

Escrevo hoje, após o dia de ontem. Ainda não dormi mas deve ser exatamente por essas coisas todas que escrevi por aqui. Tudo intensamente e paradoxal. Acho que é minha fraqueza sendo revelada. Deixo-te um beijo que dou com tanta vontade que espero compensar alguns dias da semana.

ViK MUNiZ

"22 anos trabalhando pra ser notado da noite para o dia"

Artista consagrado com suas técnicas inovadoras e macro expressivas aparece com outra supresa: Fotografias que mesclam desenhos e objetos diversos. Especificamente nestas duas últimas fotos usa o lixo como estética.


Vale a pena conferir o site do artista.

21 Abril, 2009

Absoluta 09/05

16 Abril, 2009

Fragmento em Cachos

Foi procurando uma coisa que encontrei outra: Lugares para estar com você. Lembro muito bem que este dia ficávamos escrevendo escondidos e separados uma lista com o que queríamos fazer juntos.
As palavras surgiram impulsionadas pela saudade com um bocado de tristeza. Afinal, temos tanto o que fazer. Com sua ausência confesso estar desorientado. Sussurando sozinho, melancólico, sonhando acordado, sentindo seus suspiros até acordar.
Seus cachos lhe parecem em meus sonhos.
Se enroscam, enrolam, escorrem. Você vem de mansinho, se contorce, suspira forte e diz palavras gostosas ao pé do ouvido. Com um olhar doce, lambe, arranha, morde e da beijinhos. Acarinha e fecha os olhos perdidos numa recente dormência nostálgica.
Entrega mútua, corpos e almas. Sem medo ou preconceito. Mas ao contrário de alguns, que não esperam o amanhã para lamentar o que não fazem, lamentamos apenas ter que esperar.
Enquanto você não vem sinto seus cachos entre meus dedos. Em silêncio, é o que me conforta.

Ela e Eu

13 Abril, 2009

Festa de 5 Anos da Bateria Makossa (Comunicação da Metô)

03 Março, 2009

Ununbium

Dia quente. Noite quente. Tempo quente. Calor inebriante. Tudo o que eu quero é juntar aquilo que sei e o que quero saber naquilo que as pessoas chamam de arte.

Música

Musicando